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Para onde vão as meias sem par? 19 outubro, 2009

Arquivado em: Marcas e produtos, Todos Arquivos — lia @ 10:31 am

Amontoadas na gaveta ou soltas no lixo, as meias órfãs ganharam um abrigo no trabalho da designer franco-brasileira Márcia de Carvalho, que orienta uma produção de peças de vestuário com rendeiras de baixa renda e estudantes, reutilizando os tecidos das meias.

Com a intenção de reutilizar essas meias e atribuir responsabilidade social à sua marca, Márcia iniciou o projeto Meias Órfãs, Chaussettes Orphelines em francês, que reconstrói os tecidos e os transforma em uma espécie de renda utilizada em mantas, chapéus e acessórios para uma coleção de roupas.

A ideia surgiu arrumando a gaveta dos meus filhos. Eu queria aproveitar aquele material”, afirma a brasileira que coordena uma loja da sua marca em Paris, na França, e já lançou mais de 20 coleções.

O projeto integra o calendário oficial do Ano da França no Brasil, e tem como principais parceiros na França a Escola de Moda ESMOD e a Prefeitura de Paris. Meias Órfãs é um projeto que prevê continuidade, e deverá ocorrer anualmente, sendo realizado a cada ano em uma região brasileira. Sua primeira edição, no âmbito do evento Ano da França no Brasil, ocorre no Estado de Alagoas. A partir de workshops coordenados pela designer franco-brasileira Márcia de Carvalho, estudantes franceses terão a oportunidade de residência em comunidades produtoras de artesanato têxtil em Alagoas, com vistas ao desenvolvimento de produtos que utilizem técnicas tradicionais, aliados às tendências do design de moda contemporâneo.“Meias Orfãs” pretende disseminar conceitos como inserção, recuperação, reutilização, transformação e novos usos para objetos que perderam sua função original. Ele fala também de otimismo e de bom humor.

Divulgando o conceito de reaproveitamento e atribuindo uma nova função para o uso, antes indefinido, destas meias, o projeto agrega as técnicas tradicionais tendências do design de moda atual como forma de preservação e adaptação da cultura artesanal ao mercado fashion mundial, atribuindo valor social e ambiental.

 + infos: http://meiasorfasbrasil.blogspot.com/ 

 

 
 

A era da estupidez

Arquivado em: Notícias, Todos Arquivos — lia @ 10:12 am

Sustentabilidade e cinema caminham juntos!
A frase pode soar estranha, mas o filme “A Era da Estupidez” chega afirmando a preocupação ambiental do século e anuncia, sem pretensões, uma nova era na produção e divulgação da sétima arte. O longa de Franny Armstrong conta a história de um homem que vive sozinho em 2055, na Terra devastada por catástrofes ambientais. O personagem encontra registros de 2008 e se pergunta por que não salvamos o planeta enquanto ainda havia tempo. Ao longo da narrativa, vão surgindo relatos reais de vítimas de tragédias causadas pelas mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, como o tsunami no oceano Índico e o furacão Katrina.

“A Era da Estupidez” serve pra despertar reflexão enquanto ainda há tempo: o que podemos fazer pra que isso não aconteça? No site do filme existem várias respostas e uma delas é o 10:10, projeto pra diminuição de emissão de carbono na atmosfera.

A produção independente tem chamado atenção por onde passa e teve estréia mundial no dia 22/09 - não por acaso o Dia Mundial Sem Carro, com exibição única. Além da pegada ambiental, o que atrai atenções é a nova forma de encarar o cinema. Com verba proveniente de doações, os produtores incentivam o próprio público a divulgar o filme em suas áreas de influência. Qualquer um pode comprar a licença pra exibição, desde multinacionais até escolas de bairro. No Brasil a Osklen saiu na frente e já promoveu uma cabine. O DVD já está em pré-venda na internet, legendado em 31 línguas e cheio de dicas bacanas pra começar a mudar o seu dia-a-dia. Estupidez é não se informar!

Fonte: Blog Lilian Pacce

Saiba + : trailler http://www.youtube.com/watch?v=wAIXDrvs5YI
http://www.ageofstupid.net/

 

 

 

 

 
 

Sistema eletroquímico remove contaminantes de curtumes 5 outubro, 2009

Arquivado em: Notícias, Todos Arquivos — Aline @ 8:02 am

O uso de processos eletroquímicos e fotoeletroquímicos é uma alternativa para remover contaminantes orgânicos dos efluentes das indústrias de couro, testada em pesquisa da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. As experiências realizadas pela química Carla Regina Costa conseguiram a remoção de compostos orgânicos próxima a 100% com esses processos, reduzindo os riscos de contaminação do meio ambiente.

Os curtumes utilizam uma grande variedade de substâncias orgânicas, como corantes, microbiocidas, taninos (compostos polifenólicos), tensoativos, óleos sulfonados, ácidos orgânicos e resinas acrílicas, entre outras. “Os efluentes possuem alta carga orgânica, atestada pela elevada demanda química de oxigênio e os altos teores de carbono orgânico total, devendo ser tratados antes de serem lançados na natureza”, diz Carla. “Devido ao uso de cloreto de sódio nas indústrias de couro, os efluentes têm em geral elevada salinidade e alta condutividade, ideal para o processo eletroquímico”.

Remoção

Com o processo eletroquímico, foi possível atingir remoções de DQO superiores a 60% e remoções de COT ao redor de 40%. “O grande problema do tratamento eletroquímico na presença de cloreto é a formação de compostos organoclorados, os quais são potencialmente tóxicos”, alerta a química. “Com o processo fotoeletroquímico, em que o ânodo é submetido à incidência de luz, os organoclorados formados são degradados e a remoção de carbono orgânico atinge valores próximos a 100%”.

Mais informações: (16) 3602-3784

Leia a matéria completa em: Agência USP de Notícias (Por Júlio Bernardes - jubern@usp.br)