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Uniform Project - 1 vestido 365 dias 23 julho, 2009

Arquivado em: Marcas e produtos, Notícias, Todos Arquivos — lia @ 11:53 am

Desde maio desse ano Sheena Matheiken se comprometeu a usar um só modelo de vestido durante um ano, como um exercício de moda sustentável.

Desenhado pelo estilista Eliza Starbucks, o vestido foi pensado para que pudesse ser usado em ambos os sentidos, frente e verso, e também como uma túnica. Ao todo são 7 vestidos pretos básicos e identicos, 1 para cada dia da semana que Shenna reinventa todos os dias com sobreposições e acessórios, a maior parte vintages de brechós ou feito à mão.

Além de chamar a atenção para as inúmeras possibilidades que uma única peça de roupa pode nos oferecer nesse exercício de criatividades diária, o projeto recolhe fundos para a Akanksha Foundation, uma instituição indiana voltada à educação e o valor arrecadado será revertido para compra de uniformes e outras despesas educacionais para crianças que vivem em favelas na Índia.

Para ver todos os looks do Uniform Project e apoiar a causa
www.theuniformproject.com

 
 

Francal 2009

Arquivado em: Eventos, Marcas e produtos — lia @ 11:07 am

A Francal é a maior feira de calçados da América Latina, em 2009 foram mil expositores distribuídos pelos 82 mil m² do pavilhão de exposições do Anhembi. Falando de sustentabilidade três novidades destacaram-se, confira:

- Feito de tecidos industriais velhos, o tênis da linha Naturezza, da Via Uno, está na onda da reciclagem. O solado é feito com uma mistura de cortiça e TR (um tipo de plástico), o forro é de algodão cru pintado com tinta a base de água (menos poluente), os ilhoses são de latinha de refrigerante prensada e a etiqueta é de fibra de bambu. “Queríamos criar um produto diferente, que atendesse essa necessidade ecológica. Mas a maioria dos produtos desse tipo são muito caros, voltados pra classe A. Por isso, pensamos num produto barato, que deve chegar às lojas custando R$ 79,90″, diz Paulo Kieling, diretor de marketing da marca.

- A marca Rogério Lima traz mais de 20 modelos de bolsas feitas de saco de cimento. “Em BH, todos os pedreiros me conhecem. Eu ia de construção em construção enchendo o carro com a matéria-prima, que depois era limpada uma a uma com um paninho úmido, antes de serem tratadas e costuradas”, conta a designer Claudia Moura, que trabalha na marca. Com ferragens douradas e parte interna cheia de divisórias, os acessórios fazem tanto sucesso que agora não depende mais das obras de engenharia da capital mineira para serem produzidas. “Fechamos uma parceria com a Cauê, que fornece os cerca de 2% de perda da produção deles pra gente. Aqui na Francal, nossa expectativa é de vender cerca de 300 itens”, completa Cláudia. A inovação e beleza das peças, que são feitas manualmente, não saem barato: uma carteira, por exemplo, chega às lojas custando cerca de R$ 320.

. Com data de lançamento prevista pra 2010, a Stöd traz uma pasta para laptop com carregador de bateria movido à energia solar. Toda a tecnologia do produto está sendo pesquisada na China, sede da fábrica da marca. “A bolsa poderá carregar um laptop de 17 polegadas em meia hora, dependendo da quantidade de sol”, promete Fernanda Wang, gerente comercial da grife. A novidade traz três painéis solares embutidos na parte externa da pasta e ainda serve (com uma série de adaptadores) para também carregar celulares, iPod e qualquer outro eletrônico. Ainda não se sabe o preço que o produto chegará ao mercado.

+ infos: www.feirafrancal.com.br
             www.viauno.com.br
             www.rogerio-lima.com
             www.stod.com.br

Fonte: Lilian Pacce

 
 

Brunna Val é a vencedora do I concurso Moda Inclusiva 14 julho, 2009

Arquivado em: Notícias, Todos Arquivos — lia @ 12:06 pm

O evento na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência apresentou os 20 modelos finalistas do 1º Concurso de Moda voltado a atender pessoas com deficiência

No dia 9 de junho, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizou o Desfile dos 20 finalistas do 1º Concurso Moda Inclusiva. Durante o evento, que contou com as presenças da titular da pasta, Dra. Linamara Rizzo Battistella, do governador José Serra e dos atores Isabel Fillardis e Júlio Rocha, como Mestres de Cerimônia, também foram escolhidas e anunciadas as universitárias que desenvolveram os modelos que mais se ativeram à proposta do Concurso. A vencedora do Concurso foi a universitária Brunna Novo do Val.

Um evento como o realizado “tem significado econômico para o mercado e para os profissionais envolvidos, mas sobretudo tem um significado para as pessoas com deficiência. A sociedade está olhando para elas”, disse o governador José Serra. O concurso é uma iniciativa para estimular a criação de modelos de vestuário adaptados às necessidades das pessoas com deficiência. O objetivo é promover a discussão sobre como pensar e fazer moda que respeite a diversidade. “Devemos trazer para cá esse exemplo de se tratar a todos, independentemente das diferenças, de maneira igualitária”, afirmou a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Battistella.

+ fotos: http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/usr/share/documents/fotos_desfile.pdf 

 
 

Chamomilla Baby 8 julho, 2009

Arquivado em: Marcas e produtos, Todos Arquivos — Ecotecendo @ 2:52 pm
A Chamomilla Baby é uma marca brasileira de roupas para bebês que foi lançanda este ano na BioFach, em Nuremberg, Alemanha - Maior feira de produtos orgânicos do mundo. Os produtos também estão disponíveis no mercado brasileiro. 
As roupas são feitas com algodão orgânico e corantes naturais. Além dos ativos ambientais e sociais no processo produtivo, as roupas da Chamomilla Baby fazem bem para a saúde do bebê, pois são feitas sem uso de agrotóxicos e aditivos químicos, o que é especial para a pele tão delicada dos bebês.

 
Saiba +: www.chamomillababy.com.br

 
 

Gomide Pure Wear 7 julho, 2009

Arquivado em: Marcas e produtos, Todos Arquivos — lia @ 12:14 pm

Unindo sofisticação com preocupação socioambiental a  Gomide Pure Wear é uma marca voltada para a mulher  contemporânea que compra menos, porém melhor!

A marca utiliza essencialmente matérias primas naturais  de origem controlada, algodões, linhos, lãs e sedas  orgânicos e tinge suas peças com as belas cores encontradas nos pigmentos naturais, o amarronzado do café, o tom violeta do pau campeche, o vermelho das cochonilhas e outros. 

Além de ter a preocupação de acompanhar conscientemente todas as etapas que envolvem o desenvolvimento de seus produtos, Priscila Gomide, estilista e responsável pela marca, tem a transparência de compartilhar com seus clientes as conquistas e também os desafios que envolvem o desenvolvimento de uma marca de moda menos insustentável, esse novo segmento, que ainda tem muitos fios à tecer.

+ infos: www.gomidepurewear.com

 
 

Doação de Retalhos 6 julho, 2009

Arquivado em: Institucional Ecotece, Todos Arquivos — lia @ 3:37 pm

O Projeto Retece é uma das iniciativas do Ecotece para levar os conceitos do Vestir Consciente para as classes menos favorecidas da sociedade.

Baseado em técnicas simples e muita criatividade, o projeto Retece demonstra como é fácil, gostoso e mesmo lucrativo o ato de reformar roupas e reaproveitar retalhos e refugos de confecções, muitas vezes jogados no lixo. Através dessas práticas, aborda temas como a valorização do trabalho artesanal, questões de gênero e relações domésticas, auto-estima e capacidade de transformação pessoal e coletiva.

Uma pesquisa realizada pela ONG britânica Creative Economy revelou que todos os anos mais de um milhão de toneladas de roupas e têxteis são descartados em aterros e locais inadequados em todo o mundo.

Sendo em torno de 170 toneladas mensais no Brasil e só na região de Santo André, SP, onde o Projeto se encontra, cerca de 4 toneladas de resíduos de confecções destinados a aterros todos os meses, segundo o Departamento de Geração de Trabalho e Renda da prefeitura.

Através de parcerias com empresas responsáveis que destinam seus resíduos de forma consciente, o Projeto Retece tem se desenvolvido e contribuido para que a moda faça parte de um ciclo que cria-se e se Retece.

Se você faz parte de uma empresa e quer doar seus retalhos e refugos escreva para lia@ecotece.org.br

Empresas Parceiras na Doação de Retalhos:

La e Lu - http://www.laelu.com.br/
Triângulo Moda - http://www.triangulomoda.com.br
Stampet - http://www.stampet.com.br/
Gomide Pure Wear - http://www.gomidepurewear.com
Lojas Prolar - http://www.lojasprolar.com.br
Alma Lavada
Dadá
Tapeçaria São Jorge

+ infos sobre o Projeto Retece: http://www.ecotece.org.br/conteudo.php?i=50

 
 

Concurso a mais incrível reforma 3 julho, 2009

Arquivado em: Eventos, Todos Arquivos — lia @ 12:46 pm

Alguma vez você já fez um conserto ou reformou algo de que se orgulhasse? Fez algo que tenha tornado um objeto quebrado mais valioso, bonito, melhor ou simplesmente tenha lhe aumentado a vida útil? Ou você tem algum objeto adorado quebrado que você planeja consertar há tempos?

Agora é a hora: entre no 1º Concurso “A Mais Incrível Reforma” organizado pela Coolmeia, Ideias em Cooperação em colaboração com o portal e rede de blogs O Pensador Selvagem e o site literário Simplicíssimo.

Inspirado na ideia original do Platform 21, um grupo de designers holandeses, estamos procurando por consertos criativos, geniais, excepcionais e divertidos feitos a qualquer tipo de objetos danificados. Quer seja um sofá rasgado, uma torradeira queimada ou um celular quebrado, se você o consertou com amor e cuidade, queremos saber como ficou.

Quer participar? Mande algumas fotos do objeto com detalhes do reparo e alguns detalhes sobre o antes e o depois para incrivelreforma@coolmeia.org. Contando o que era o objeto, como você o consertou e o que há de especial na forma que você o fez. Certifique-se de incluir no e-mail seu nome e telefone.
A data limite para envio de fotos é no Domingo, 14 de agosto de 2009.

Um júri composto por integrantes da Coolmeia, d´O Pensador Selvagem e do Simplicíssimo irão escolher as 10 “reformas” mais criativas, geniais, excepcionais ou divertidas e estas serão submetidas ao voto popular nos 3 sites em questão entre 21 de agosto e 21 de setembro, sendo o resultado final apresentado no dia 23 de setembro de 2009.

O vencedor terá sua reforma divulgada nos 3 sítios, em nossos blogs amigos, na mídia tradicional e receberá o Troféu “A Mais Incrível Reforma 2009″, uma peça exclusiva confeccionada pelo artista plástico paulista Guga Alayon.

Participe, divulgue, e ajude a aumentar a percepção da necessidade de um consumo mais consciente em um planeta finito, um mundo em que só a ignorância e a ganância parecem não ter limites.

+ infos: http://coolmeia.ning.com/profiles/blogs/concurso-a-mais-incrivel
             http://www.platform21.nl/

 
 

A moda de não comprar

Arquivado em: Notícias, Todos Arquivos — lia @ 11:39 am

A crise econômica fez surgir um tipo de consumidor que gasta pouco, tem orgulho de frequentar pontas de estoque e não se incomoda em repetir roupas. Para as recessionistas, velho é vintage

Ser fashionista está por fora. Desde que a economia Americana entrou em crise, afetando muitas outras economias do mundo, bacana é ser recessionista. A palavra define as pessoas que praticam consumo consciente, inteligentes e de bom gusto - enfim, gente com talento para garimpar achados. Uma recessionista detesta exibir a marca das roupas que usa. Pelo contrário, orgulha-se de suas pechinchas e adora promoções (para fazê-la feliz, convide-a para um bazar de ponta de estoque, a liquidação da liquidação!). Ser recessionista é consumir pouco. Ou, antes de tudo, nem consumir, porque vale muito mais a pena reciclar (ou  cuidar bem do que se tem).

Os americanos, justo eles, os reis do consumo, ajudaram a propagar o termo. Fizeram do blog um sucesso. O endereço foi criado por uma executiva de marketing da IBM para compartilhar suas boas compras. O Mercado tratou de se adaptar à nova onda, nos Estados Unidos e em toda parte, lançando produtos e propagandas adequados aos tempos de não-consumo. A marca de cosméticos francesa Bourjois, por exemplo, apresentou a “coleção recessionista”, com batons, máscaras e blushes baratinhos. O jornal ingles The Sunday Times publicou artigo com cinquenta frases interpretadas a partir da lógica dessa nova raça de consumidores. “Redecorar o quarto” equivale a “reorganizar a prateleira de livros”. E “adquirir um novo cachecol”, a “aprender a fazer tricô”. Por aqui, o editor de moda Ricardo Oliveros, da revista Playboy, deu dicas de como tornar-se recessionista. Entre elas:

1. Contratar costureiras para confeccionar roupas sob medida (você economiza grana e ainda sai com a garantia de um visual exclusivo);
2. Refletir sobre o valor real das coisas. Justificar pagar caro por uma calça, por exemplo, com o argumento de que “Ah, mas é da marca tal…” é sempre uma armadilha.
“Paga-se caro quando a gente não está seguro de si ou de seu estilo”, escreve Ricardo. Identificar o quanto uma peça tem de valor agregado e de valor real (em termos de qualidade do corte, do tecido, etc.) é um bom começo;
3. Organizar bazares de troca com as amigas. Todas renovam o guarda-roupa sem colocar a mão na carteira!

Por trás da tendência recessionista, há não só uma resposta aos problemas econômicos, mas também aos ecológicos. A economia dos Estados Unidos entrou em pane em parte devido ao consumismo desenfreado dos seus - o que, obviamente, implica em maior gasto de recursos naturais para a produção acelerada de produtos. Um levantamento feito por lá pela especialista em saúde ambiental Annie Leonard mostrou que, antes da crise, só um em cada cem artigos comprados eram mantidos pelo consumidor por mais de seis meses. O resto ganhava substituto antes disso. E com tanto descarte, alimentava-se o lixo.


SER OU NÃO SER

“O comprar exacerbado fez crescer entre as pessoas a crença de que ser é ter”, avalia Sandro Magaldi, especialista em comportamento de consumo e professor da ESPM. “Mas isso vem sendo revisto desde que se tornou cool agir como consumidor espartano. Estou convencido de que cada vez mais o conhecimento será valorizado.” Segundo Sandro, os jovens são os grandes agentes dessa mudança porque, ao começarem a vida profissional em um mercado de trabalho concorrido, se deparam com a necessidade de acumular mais bagagem cultural. “Eles percebem quão pouca valia têm as posses no mercado de trabalho! O que conta é a capacidade intelectual.” Sandro aconselha quem tem dinheiro para gastar nestes tempos de crise a investir em viagens e cursos. “Os preços estão caindo em várias áreas. Mas é mais inteligente investir em ser… do que em ter.”

Por: Sandra Soares e Alessandra Moura
Foto: Carolina Rolim
Fonte: Revista Gloss

+ Infos: http://therecessionista.blogspot.com/